Coronavirus

Postado por Nitzsche em 17/mar/2020


Prezados clientes,

A Economia brasileira vem passando por período extremamente crítico uma vez que quatro problemas se juntaram para formar o que se costuma denominar de “Tempestade Perfeita”.

  1. Pandemia do Novo Coronavirus e seu efeito paralisante sobre a economia.
  2. Crise no setor de petróleo com guerra de preços afetando importe setor de economia nacional.
  3. Crise política amplamente divulgada pela imprensa.
  4. Economia ainda frágil interrompendo o início de uma leve recuperação do mercado e ainda elevado nível de desemprego e atividades informais.

Este quadro afetará os negócios dos nossos clientes e requer, desde já, providencias para tentar minimizar os seus efeitos.

Neste sentido, encaminhamos aqui algumas recomendações para este momento desafiador.

Separarmos o assunto e recomendações em cinco partes:

  • Preservação das pessoas;
  • Ações junto aos cliaboradores.
  • Ações focadas na redução de despesas.
  • Ações visando preservar o Caixa.
  • Ações para melhorar a gestão.
  1. Preservação das pessoas:
  2. Reforçar as recomendações dos órgãos de saúde e amplamente divulgadas pela imprensa sobre higiene pessoal e aglomeração de pessoas.

    Destacamos e acrescentamos:

    • Disponibilizar em todos os locais de circulação de pessoas álcool gel
    • Pessoal de limpeza deve ser mais ativo na desinfecção dos ambientes limpando maçanetas, botões de máquinas de café, com especial atenção as áreas metálicas;
    • Orientar sobre protocolo de cumprimento a clientes
  3. Ações junto aos colaboradores
  4. Em primeiro lugar, zelar por adequada e permanente comunicação à todos os funcionários e colaboradores. Mantê-los informados sobre a situação e providencias implantadas. Evitar ambiente de “Fake News” e de fofocas que só geram intranquilidade.

    Para que possam fazer um bom trabalho e colaborar com a empresa, os funcionários precisam estar, na medida do possível, tranquilos e focados. Mostrar que a empresa tem um rumo.

    Outras ações:

    • Cancelar toda a qualquer viagem, independente do meio de transporte;
    • Reuniões internas, quando absolutamente necessárias, devem ser realizadas em ambiente devidamente ventilados e com possibilidade de distanciamento mínimo e adequado entre as pessoas;
    • Mudança de escala de horários, se possível, para que os funcionários não trafeguem nos horários de pico, evitando aglomerações;
    • Antecipar férias de funcionários com mais de 60 anos de idade;
    • Avaliar a possibilidade de Home Office para colaboradores administrativos;

    Ações junto aos colaboradores e focadas em redução de despesas e compromissos:

    • Férias – programação antecipadas a concessão em setores sem prejuízo ao funcionamento da empresa;
    • Utilizar o banco de horas da empresa, no sentido de compensar horas credoras para folgas e escalas alternadas de trabalho;
    • Proibir contratações de novos funcionários, interromper todos os processos de contratação em curso até mudança do cenário;
    • Suspender demissões, principalmente dos funcionários que possuem despesas com rescisão elevadas.
  5. Ações focadas na redução das despesas.
    • Adiar despesas com manutenção, salvo as estritamente necessárias.
    • Renegociar com fornecedores – descontos, volumes e prazo de pagamento
    • Suspender despesas com propaganda. Renegociar compromissos já assumidos. Atualmente despesas com propaganda tem pouca ou nenhuma efetividade para o negócio.
    • Cancelar feirões e/ou eventos;
    • Despesas extraordinárias – Combinar que, nesse momento, qualquer despesa fora dos contratos já existentes deverão passar pela aprovação da Diretoria.
    • Implantar, no RH, controle rígidos dos benefícios aos empregados, principalmente funcionários em home-office, em férias ou afastados. (Vale transporte, alimentação etc)
    • Reforçar e/ou criar comités visando reduzir as despesas comuns como água, luz, combustíveis etc. Estabelecer metas e exigir resultados a curto prazo.
    • Limitar e em alguns casos até proibir a concessão de brindes. Lembrando que providencias como “somente com autorização do gerente, diretor etc” não funcionam.
    • Reforçar e cobrar responsabilidade dos gerentes pelas despesas geradas nos setores.
  6. Ações visando proteger o Caixa
    • Praticar gestão financeira de excelência com utilização de ferramentas tais como Fluxo de Caixa e Projeção Financeira.
    • Levantar todas as opções de fonte de recursos no curto prazo, como: Contas Garantidas, Desconto de Duplicatas, Antecipação de Cartão de Crédito. Poderão ser oferecidas, principalmente pelos Bancos Oficiais, linhas de crédito subvencionadas. Ficar atento.
    • Trabalhar forte na redução dos juros e IOF, através de foco na venda de carros velhos. Aumentar ainda mais o foco na venda de carros antigos. A meta deveria ser não ter nenhum carro pago e pouquíssimos carros fora da carência dos floor-plan.
    • Reduzir os estoques, principalmente de Usados.
    • Verificar limites das linhas de Floor Plan. Reduzir limites para evitar faturamentos não solicitados pela revenda. Isto para evitar que estoques se acumulem por falta de venda.
    • Reduzir prazo de entrega de veículos e assim reduzir o Contas a Receber, principalmente veículos usados. Fazer o dinheiro voltar mais rápido para o Caixa.
    • Rever flexibilização dos prazos de parcelamentos nas concessões de crédito, principalmente nas vendas com recebível através de cartões de crédito; conscientizar equipes de vendas de todos os setores para que não estimulem vendas parceladas;
    • Muito cuidado com inadimplência – aumentar ainda mais o rigor na concessão de crédito e na cobrança de atrasados.
    • Iniciar negociações de alongamento de prazos de pagamento com fornecedores;
    • Compras –
      1. Nesse momento só produtos de giro e de reposição deverão ser comprados.
      2. Não basear o volume de compras em vendas passadas, olhar para as vendas futuras que possivelmente irão cair.
      3. Acompanhar os sinais de interrupção de produção pelas montadoras. Achar adequado equilíbrio entre redução de compras e disponibilidade de produtos. Cada caso e setor terão que ser analisados.
      4. Peças Compras apenas de emergência e reposição da curva A de giro;
      5. Acessórios: atentar para possível queda nas vendas de veículos e assim necessidade de rever nível compras;
    • Vendas de Veículos:
      1. Carros de giro: não reduzir margem, garantir rentabilidade e considerar que pode faltar produto;
      2. Carro de baixo giro – ser bem agressivo para vender logo.
    • Suspender qualquer tipo de investimento em ativos que imobilize capital;
    • Resgate de saldos em excessos nos Fundos de Capitalização, para reforço de caixa.
    • Pleitear extensão de prazos para pagamento de veículos e peças, bem como de carência de juros.
    • Negociar liberação de bônus pagos através de descontos incondicionais, como crédito em conta corrente, isso nas marcas que possuem esta regra.
  7. Ações para melhorar a gestão.
    • Melhorar a gestão da empresa: Em algumas ainda existem setores muito soltos.
    • Alta direção deverá acompanhar, de perto e em tempo real, o andamento de cada setor.
    • Reduzir o grau de aceitação de desvios.
    • Conscientizar o corpo gerencial da necessidade de maior grau de exigência e da responsabilidade dele para que as dificuldades possam ser vencidas.
    • Implantar central ou grupo para acompanhamento das medidas implantadas. Assegurar para que venham a ter, de fato, efetividade.

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